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terça-feira, 11 de maio de 2010

Iogue de 83 anos - que não come há 75 - impressiona médicos





.           Prahlad Jani é um religioso da linha Jainista, hatha yogue, seguidor de Amba (=Durga), uma das deusas, de quem alega ter recebido a graça,  aos 8 anos de idade, de não necessitar se alimentar e beber como os demais seres humanos.
.           Diz que para se sentir saciado, unicamente, abre a boca deixando entrar oxigênio,  fita o sol, medita, pratica yoga e sente cair de um buraco no céu-da-boca uma substancia que os hindus chamam, em sânscrito, de amrita. O que lhe possibilita energizar desde que recebeu a graça da deusa Amba (Durga).
.           Os médicos indianos estão acompanhando o caso há anos, em 2003, no Hospital Sterling, foi submetido a um check-up e, também, foi mantido  em situação de observação permanente por 10 dias, quando ficou sem comer, beber, defecar e urinar.
.             Em 2006, o Discorvery Chanel apresentou um documentário sobre o sadhu, sábio inspirado indiano.
.             Agora, em fins de abril e inicio de maio de 2010 (de 22/04 a 06/05/2010), por 15 dias, Prahlad Jani foi observado minuciosamente por 30 médicos, por iniciativa do Ministério da Defesa Indiano, quando também permaneceu – por todo período sem beber, comer, defecar e urinar, deixando os médicos estupefatos.
.             Dentro de 3 meses, os médicos do Ministério da Defesa pretendem divulgar os resultados de uma bateria de exames como de sangue, hormonal, ressonância magnética, eletroencefalograma, ecocartiograma, etc. Mas, já adiantaram que o pulmão dele é normal e o cérebro possui células como de jovem de 25 anos. Os médicos pretendem ainda fazer um estudo comparativo dos resultados de 2003 e os de 2010.
.               Ao serem inquiridos sobre os motivos da pesquisa, os médicos disseram estar buscando meios de assegurar maior resistência para soldados na selva, para enfretamento de catástrofes naturais e outras situações extremas.
.               O neurologista SUDHIR SHAN, um dos principais médicos da equipe,  declarou: “Continuamos sem saber como ele sobrevive. É um mistério. (...) Se ele não tira energia dos alimentos e da água, deve tirá-la de outras fontes, e o sol é uma delas.”


.                Há algumas críticas sobre a validade das pesquisas realizadas, com suspeição da sua veracidade com os fatos, fundamentando os críticos que o principal médico das pesquisas pertence a mesma religião do Prablad Jani, não houve acompanhamento de outras esquipes médicas, além da equipe indiana,  ... , e tal pesquisa ainda precisa de um acompanhamento de cientistas mais isentos.
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sexta-feira, 7 de maio de 2010

segunda-feira, 3 de maio de 2010

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

DIVERTIDO:ELVIS PRESLEY PRATICANDO YOGA E CANTANDO "YOGA IS AS YOGA DOES"


SAMYAMA: VISANDO O KAIVALYA

Hudson Cunha
Para entender o yoga interior: o antaranga e a prática do samyama, necessário se faz reportar, ainda que sucinta e superficialmente, ao que é yoga. Etimologicamente, a palavra yoga vem do sânscrito, de yuj, que significa união, junção e unificar. Mas, Patanjali, no Yogasutra (1), esclarece esta união. Expõe o yoga como o gerenciamento cessador das manifestações da consciência, recolhimento das atividades mentais visando que o Eu interior manifeste em sua "natureza autêntica" (svarupam), sendo a meta do yoga a condição de perfeita integração (unidade) do praticante e o todo, chamada kaivalyam. Numa visão, mais próxima do Shamkhya (2), o yoga objetiva a união do ser humano com o espírito primordial (purusha), alcançando sua libertação espiritual (moksha).
A prática do samyama, coerentemente com o objetivo yóguico, deve ser equilibrada e positiva, sátvica (3), relevante na redução ou contenção do fluxo das ondas mentais, na supressão das instabilidades da consciência e na superação dos riscos da vida interior mal direcionada.
Samyama é um termo sânscrito, significa contenção e/ou ir junto. Foi usado por Patanjali, no Yogasutra, para abranger a prática articulada dos três membros (angas) estritamente ligados entre si e interiores do Yoga, ou seja, dhárana (concentração perfeita num só ponto ou idéia), dhyána (meditação, não no sentido comum no dicionário de reflexão, mas sim no yóguico, de gradual e contínua absorção da mente no objeto) e samádhi (êntase ou hiperconsciência, é um canal, atitude mental mais aprofundada, para alcançar a unidade).
Com samyama se visa essencialmente o controle do processo de liberação e não simplesmente ao pensar em si; mas, contribui para o alcance também do equilíbrio espiritual, psíquico e do físico, com desbloqueios energéticos (o que será aprofundado no estudo da fisiologia sutil), benefícios inerentes à perfeita prática do samyama, portanto, com reflexos positivos na vida interior do praticante e no relacionamento com os demais seres, ou melhor, com todo o universo. E há quem afirme categoricamente estar dotado de poderes extraordinário pela prática do samyama.
O samyama - para o sadhaka (praticante do yoga em busca da unidade) - não é estanque na prática yóguica (sadhana), como preconiza algumas linhas parciais do yoga. Fica cada vez mais claro, no desenvolvimento do yoga, que para alcançar um estado de libertação, é necessário ter uma estatura moral inquestionável e estar em forma física, mental e espiritual. Portanto, o samyama é praticado e visto no contexto das oito partes (angas) do yoga e de suas técnicas complementares, desde yama (restrições morais) e niyama (observâncias morais), passando pelos demais partes (angas) a saber: ásana (posições psicofísicas), pranáyáma (controle da bioenergia), pratyáhára (restrição consciente dos sentidos); com suas práticas complementares, tais como bandhas (contrações conscientes com influências neuroendócrinas e/ou hormonais em seus fluxos energéticos, adota-se principalmente nas práticas de pránáyáma e de ásana), mudrás (gestos reflexológicos, simbólico e magnético realizados com mãos e corpo), pújá (retribuição ética de energia), kriyá (limpeza e purificação das mucosas e órgãos internos), yôganidrá (relaxamento consciente com descontração psicofísica e assimilação de benefícios da prática yóguica), mantra (vocalização de sons e ultra-sons), ... em suas diversas modalidades.
Em cada uma destas partes (angas) e técnicas complementares, pode-se aprofundar interiormente, inclusive com o uso de meios auxiliares externos como ambientes, incensos, japamala, músicas, imagens, estátuas, cores, livros sagrados, ... e yantras.
E, o praticante (sadhaka) a cada momento, diária, ou melhor, permanentemente, se conscientiza que, também, no samyama é necessário dedicar à prática regular (abhyasa), com desapego (vairaghya) e com entusiasmo (bhava), para se alcançar vastos benefícios provenientes do interior e poderes interiores supranormais (siddhis).
Há uma divisão na prática do yoga em dois níveis: a yoga exterior (bahiranga) e o yoga interior (antaranga). Na primeira consta dos ashtánga yoga de Pantajali, em oito partes (angas) as seguintes: yama, niyama, ásana, pránáyáma, pratyáhára. E, na segunda, antaranga: dhárana, dhyána e samádhi. Havendo quem considere que pratyáhára não estaria em nenhuma das duas, mas como intermediária, cujo tema será abordado em matéria específica.
Portanto, neste blog, dado que já há diversas matérias de outros blogs e sites enfatizando as primeiras partes do yoga (bahiranga), sem ignorá-las em aspectos essenciais, desenvolveremos uma reflexão detalhada das diversas temáticas envolvidas para prática yóguica, com ênfase no yoga interior (antaranga).
1 Obra fundamental do yoga, escrita aproximadamente no século II D.C., onde se encontram copilados em aforismos os princípios prático-filosóficos fundamentais do yoga.
2 Sistema filosófico indiano que foi desenvolvido concomitantemente com o Yoga. Ambos, Yoga e Shamkhya, são vistos como disciplinas irmãs, com influências recíprocas.
3 Ou seja,de satva (equilíbrio do aparente instável, harmonia), unifica tamas (inércia, paralisia) e rajas (agitação, movimento).

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

O ALICERCE NECESSÁRIO DO YOGA ESTÁ NOS DOIS PRIMEIROS ANGA

 .             Este texto, por motivos relevantes, não segue a ordem natural, pois estaria no capitulo 22, mas, como é importante abordar a questão dos princípios do yoga, logo de início, para que a pessoa que ler estes textos esteja de imediato inteirada do que  é normalmente as referências comportamentais dos yogues e dos seguidores da yoga codificada por Patanjali.
________


         Um dia pedi ao mestre Kim me esclarecesse como ele via a prática do yoga no Brasil. Após ele elogiar algumas escolas que ensinam a parte física com  muita atenção e da capacidade de difusão do yoga por diversos mestres,  professores e instrutores e referir até a uma estatística sobre o número de  escolas de yoga e à vasta bibliografia de autores nacionais e estrangeiros que é possível encontrar hoje nas livrarias e bibliotecas; numa inflexão, ele  mudou para uma visão crítica, de modo enfático, declarou:
         - Há escolas também que abandonaram o ensino do yoga, por uma pregação religiosa ocidental sem conexão real com a verdadeira purificação espiritual proposta pelos yogues. Assim, nota-se, por muitos,  na prática do yoga no Brasil, assim como em diversas regiões do mundo, a ausência da devida precedência com a  preocupação articulada na elevação dos compromissos e pureza espiritual dos praticantes,  contidas nos dois primeiros anga do yoga, os quais  não podem ser desprezados.  
          - Alguns mestres indianos, também deixam de enfatizar estes dois anga iniciais, em  manuais. Pela sua observação, pareceu-me que o Brasil é mais  deficiente na ênfase destes anga. Observei. Recebi, então, a  lição complementar a seguir:
          -  No Brasil mais do que na Índia, a ênfase nos yama e niyama é necessária para o praticante do yoga. Lá, desde o nascimento, principalmente aqueles que convivem no meio mais espiritualizado, há a presença prática dos princípios vivenciais contidos nos yama e niyama.  Já no frenesi ocidental não vemos tal presença, salvo entre alguns poucos fiéis cristãos que adotam, na prática, do dia a dia, os dez mandamentos; estes possuem ensinamentos profundos similares aos yama e niyama. Daí, a necessidade de serem enfatizados, desde o inicio da prática a pureza e o compromisso contidos nos yama e niyama.

         E disse mais:
         - Parece que a maioria não compreendeu o que Patanjali, com acerto, colocou como os dois primeiros anga do yoga:  yama e  niyama.  Até alguns conhecedores e seguidores do yoga de Patanjali vacilam no desenvolvimento interior de purificação do primeiro e segundo anga do yoga, certamente com medo de sofrerem enfrentamentos de seitas que predominam fora do âmbito do yoga. Pré-requisitos necessários para os demais anga.
Mestre  Kim, enfático, acrescentou:
- É necessário que para iniciarmos a prática dedicarmos com atenção aos yama e niyama, ou seja,  aos nossos relacionamentos sadios com os demais seres (vivos ou não) e conosco mesmo, para conscientes destes vínculos iniciarmos o aprofundamento com as demais fases do yoga.    
.          Senti, naquele momento, que ele novamente tivera uma sutil percepção de uma das questões que refletira um dia antes,  pois encontrara diversos autores que desenvolveram os seus livros sem a devida atenção a estes dois primeiros angas.
.          Até um dos mais conceituados mestres do yoga, De Rose, apresentou em dois livros  dele que são considerados manuais[1]  pouca atenção a estes dois primeiros angas. E, na  prática inicial recomendada por De Rose[2], não há destaque para os dois primeiros angas.  Mas, este mestre, perspicaz que é, inteligentemente,  soube dar uma volta por cima e enfatizar os yama e niyama, publicando o Código de Ética do Yoguin, onde ele dedica ao detalhamento das proscrições (yama)  e prescrições (niyama) do yoga, que agora é um anexo do  seu segundo manual.
     
.            Daí alguns dias encontrei o mestre Gurudevha, onde ele distinguiu  Yama de Niyama.
         -  Yama, em sânscrito, freio, direcionamento ou rédea. São entendidos como normas e práticas restritivas, que asseguram o relacionamento saudável com os outros seres, harmonizando o convívio social e atitudes de preservação do universo. Enquanto os niyama são vistos como princípios para questões de foro intimo, do praticante consigo mesmo. A quem diga que  Yama é o nosso autocontrole em relação ao ambiente externo; a moralidade social.
 
         - Niyama refere-se ao nosso ambiente interno;  a  moralidade individual. Mas, não são condutas morais no sentido ocidental, pois se busca nos yama e niyama a enfrentar a raiz, a causa, de perturbações e ações negativas a progressão espiritual.  Enfim, ambos são condutas que devemos assumir na relação com os demais seres e conosco mesmo, com a convicção interna que é o mais correto, que, sem dúvida, terão reflexos nos nossos corpos físicos, mentais e espirituais, por conseqüência, na nossa vivência interna e externa.  Vocês podem aceitar esta divisão somente para fins didáticos, pois  ambos os anga, numa visão aprofunda de raízes e conseqüências, envolvem o praticante tanto no aspecto externo como no interno,  como se  constata com o avanço do estudo e da prática de yama e niyama.    

.                Ceres Moura dera uma aula sobre os yama e niyama, no contexto da via óctupla de Patanjali. Na oportunidade, Ceres Moura alertou para o fato de que muitos praticantes são levados a uma concepção errada do que é cada um dos yama e niyama, e, que Patanjali ainda colocou o beneficio da adoção de cada yama e niyama.
         A partir desta observação, desenvolvi um quadro, onde sucintamente  defini os yama e os niyama, o que não é cada um deles, o que fazer para evitar o que não é, ainda, os benefícios da sua adoção conforme Patanjali. São apresentados nos quadros desta postagem. Para ter acesso com possibilidade de leitura, basta clicar sobre as figuras abaixo. Ampliarão até o tamanho original. 


[1] Refiro aqui ao livro:1) Prontuário de Svásthya Yoga e 2)  Faça yôga antes que você precise (Swásthya Yôga Shástra).
[2] Na  Ády Ashtanga Sádhana, recomenda as oito partes seguintes:”1) mudrá:gestos reflexológicos com as mãos;2) pujá: sintonição com o arquétipo, retribuição de energia; 3) mantra:vocalização de sons e ultra-sons; 4) pránáyáma: expansão da bioenergia através de respiratórios; 5)kriyá: atividade de purificação das mucosas; 6) ásana: técnica corporal; 7) yôganidrá: técnica de descontração, e 8) samyama: concentração, meditação e hiperconsciência.” (in Faça Yôga antes que você  precise (Swásthya Yoga.  10ª  ed.  Nobel, São Paulo, 2004. Página: 79.